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Tax Service… e a história continua.

Dia  07 de agosto estive no SAP Labs para conhecer mais do Tax Service. E a minha dúvida é se seria mesmo possível tirar a localização do core do ERP tal qual foi anunciado há algum tempo.

Para quem não sabe nada sobre o Tax Service, leia o primeiro blog sobre o tema aqui

Não sei se eu fui reticente, muito pragmático, cansado por ter acordado cedo… enfim, deixando o melhor adjetivo de lado, estava mesmo duvidando que a solução estivesse pronta e operacional.

Mas depois que vi funcionando uma ordem de vendas, um pedido de compras, e tirei meia dúzia de dúvidas com os responsáveis pela solução…não é exagero dizer que o Tax Service é realmente I.N.C.R.I.V.E.L !

Estará disponível no S/4HANA 1809 (on premisse ou cloud privada), e já está disponível na versão S/4HANA 1805 (cloud pública). A diferença básica é que na versão S/4HANA 1809 o cliente define se irá para o Tax Service ou se seguirá utilizando TAXBRA, enquanto na S/4HANA 1805 não existe mais TAXBRA.

Entrando um pouco no detalhe de como as coisas funcionam:

a. O Sistema Transacional (S/4HANA)…
b. … se conecta com o Tax Service na SAP Cloud Platform …
c. … e para o Brasil, utiliza o motor de impostos dos parceiros homologados.

 

Em resumo, tecnicamente o funcionamento da aplicação passa pelo consumo de um serviço, e tudo acontece realmente muito rápido. Criou ordem de venda, abriu a aba país no item, clicou <ENTER> aparece CFOP e tax laws preenchidos com base nas informações enviadas  🙂

A integração do Tax Service fornece o cálculo para os seguintes impostos:

  • ISS
  • ICMS, ICMS-FCP, ICMS ST, ICMS ST-FCP
  • IPI e IPI Pauta
  • PIS e PIS Pauta
  • COFINS e COFINS Pauta
  • Impostos Retidos (ISS, INSS, PIS, COFINS, CSLL e IR)

Houveram alguns ajustes em dados mestres, inclusões de campos e tabelas no S/4CORE para permitir ao sistema enviar para o motor de cálculo todas as informações necessárias para a determinação do imposto, como por exemplo, o Cadastro de Empresas de Fora do Município (CPOM), Classificação Fiscal de Material e Serviço, e CPOM por Provedor de Serviço.

Como antecipei, na ordem de venda, é o Tax Service que determina o CFOP e os direitos fiscais do cenário que está sendo criado.

Repare que na pricing, as condições seguem como antes, dado que o retorno do serviço passa por popular as condições de modo que todos os dados de cálculo e impostos estejam disponíveis desmembrados, como acontece na TAXBRA.

Atente que todas as informações referentes a determinação fiscal são oriundas do Tax Service incluindo CST, CFOP, valores e direitos fiscais.

Os códigos do direito fiscal são determinados pelo Tax Service, mas as descrições ficam no S/4HANA, em especial porque o sistema deve ter os textos para o caso de geração de nota writer — que neste caso não tem determinação nenhuma pelo serviço.

Os dados de CEST são determinados pelo S/4CORE.

CENQ determinado pelo Tax Service

A SAP homologou mais de um parceiro para entregar o motor de cálculo de impostos que deve ser integrado com o Tax Service. Ou seja, o cliente poderá escolher qual parceiro homologado ficará responsável por calcular os impostos. Neste exemplo abaixo, o demo foi feito utilizando a solução da TaxWeb. A sugestão é consultar as opções disponíveis para definir a que melhor atende à demanda do negócio.

Exemplo de request para cálculo de imposto:
{
“id”:”248A07BD40B01ED88EB4AB0E822BCCE7″,
“date”:”2018-04-06T16:18:14.000Z”,
“saleorPurchase”:”s”,
“operationNatureCode”:”S”,
“grossOrNet”:”n”,
“currency”:”BRL”,
“Items”:
[
{
“id”:”000010″,
“itemCode”:”MAT-33030020″,
“itemType”:”M”,
“quantity”:”100.000″,
“unitPrice”:”100.000000000000″,
“itemClassifications”:
[
{
“itemStandardClassificationSystemCode”:”cest”,
“itemStandardClassificationCode”:”2000800″
},
{
“itemStandardClassificationSystemCode”:”ean”,
“itemStandardClassificationCode”:”7891008044898″
},
{
“itemStandardClassificationSystemCode”:”ncm”,
“itemStandardClassificationCode”:”33030020″
“additionalItemInformation”:
[
{
“type”:”materialOrigin”,
“information”:”5″
},
{
“type”:”ownProduction”,
“information”:”Y”
},
{
“type”:”usage”,
“information”:”C”
}
]
}
],
“Locations”:
[
{
“type”:”SHIP_FROM”,
“addressLine1″:”Av.das Nações Unidas 14.171”,
“zipCode”:”04795-100″,
“city”:”São Paulo”,
“state”:”SP”,
“country”:”BR”
},
{
“type”:”SHIP_TO”,
“addressLine1″:”Av.das Nações Unidas 30”,
“zipCode”:”04578-030″,
“city”:”São Paulo”,
“state”:”SP”,
“country”:”BR”
}
],
“Party”:
[
{
“id”:”1″,
“role”:”SHIP_FROM”,
“taxRegistration”:
[
{
“locationType”:”SHIP_FROM”,
“taxNumber”:”2063100″,
“taxNumberTypeCode”:”CNAE”
},
{
“locationType”:”SHIP_FROM”,
“taxNumber”:”74544297000192″,
“taxNumberTypeCode”:”CNPJ”
},
{
“locationType”:”SHIP_FROM”,
“taxNumber”:”Y”,
“taxNumberTypeCode”:”COFINSContributor”

Retorno do serviço

{
“id”:”248A07BD40B01ED88EB4AB0E822BCCE7″,
“date”:”2018-04-06T16:18:14.000Z”,
“total”:”16806.72″,
“subTotal”:”168.07″,
“totalTax”:”16806.72″,
“taxLines”:
[
{
“id”:”000010″,
“totalTax”:”8823.53″,
“taxcode”:5101,
“totalRate”:”0.00″,
“taxValues”:
[
{
“taxTypeCode”:”COFINS”,
“name”:”COFINS”,
“rate”:”10.3″,
“taxable”:”116806.72″,
“exemptedBasePercent”:”0″,
“exemptedBaseAmount”:”0″,
“otherBaseAmount”:”0″,
“value”:”1731.09″,
“taxAttributes”:
[
{
“attributeType”:”CST”,
“attributeValue”:”02″
{
“taxTypeCode”:”ICMS”,
“name”:”ICMS”,
“rate”:”25″,
“taxable”:”18823.53″,
“exemptedBasePercent”:”0″,
“exemptedBaseAmount”:”0″,
“otherBaseAmount”:”0″,
“value”:”4705.88″,
“taxAttributes”:
[
{
“attributeType”:”CST”,
“attributeValue”:”00″
},
{
“attributeType”:”baseDetermination”,
“attributeValue”:”0″
}
]
},
]
},
{
“taxTypeCode”:”IPI”,
“name”:”IPI”,
“rate”:”12″,
“taxable”:”16806.72″,
“exemptedBasePercent”:”0″,
“exemptedBaseAmount”:”0″,
“otherBaseAmount”:”0″,
“value”:”2016.81″,
“taxAttributes”:
[
{
“attributeType”:”CST”,
“attributeValue”:”50″
},
{
“attributeType”:”CENQ”,
“attributeValue”:”999″
}
]
},
{
“taxTypeCode”:”PIS”,
“name”:”PIS”,
“rate”:”2.2″,
“taxable”:”16806.72″,
“exemptedBasePercent”:”0″,
“exemptedBaseAmount”:”0″,
“otherBaseAmount”:”0″,
“value”:”369.75″,
“taxAttributes”:
[

Minha aposta é que teremos muitos projetos com Tax Service daqui em diante. E falando sobre tempo de projeto, para botar tudo isso funcionando, basta fazer as conexões e integração do S/4HANA com o motor de impostos, preenchendo alguns campos e o token que o parceiro entrega na contratação do serviço… e bingo!

Já está disponível no SAP API Business Hub (clique aqui) toda documentação do Tax Service para o Brasil, bem como a documentação de consulta e SDK

Seja lá a estratégia de TI que se tome, o fato é que não tem como desconsiderar utilizar o motor externo de regras e determinações fiscais. Sim, isso funciona!

Em tempo: não se falou nada nem houve nenhuma sinalização de que a TAXBRA será descontinuada nas versões on premisse ok? Não criemos pânico.

Innovation for thought!
FM

6 Comments
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  •  

    Oie Fausto,

     

    Legal o post, a funcionalidade do Tax Service é muito interessante para projetos novos, pois pode ajudar a eliminar muita complexidade de desenvolvimentos e alterações de regras fiscais e tributárias dentro do ERP e nas classes da CBT.

    Uma grande diferença é que o consultor para implementar SD/MM integrando com Tax Service vai precisar entender um pouco como funciona a solução de cada parceiro para o motor de cálculos, acho que isso vai trazer um pouco de desvantagem para os antigos funcionais fera em J1BTAX e vai trazer vantagens para os provedores de serviços do motor de cálculo na Nuvem.

    Vamos ver como evolui a solução, com certeza em pouco tempo será melhor do que a parafernália atual do TAXBRA/TAXBRJ.

     

    att,

    Renan Correa

  • Adorei a “parnafenália atual da TAXBRA”… 🙂

    Sem dúvida a solução é muito mais limpa, deixando o software especialista responsável pelo imposto. A agilidade que trará para os projetos é imensa.

    Abs, FM

  • Fausto, parabéns pelo blog e pela sensacional análise do assunto.

     

    Seu blog merece ser compartilhado com toda a comunidade SAP no Brasil, tem muita gente que nem imagina que isso já esteja acontecendo.

     

     

    Um abraço

    Douglas

    • Obrigado Douglas.

      De fato, este tema ainda é incipiente… mas é um caminho sem volta e que traz um enorme benefício para o cliente. Só de tirar localização do core do ERP, e permitir que o negócio capture os ganhos da evolução anual do S/4CORE, já vale a proposta.

      Abs, FM

        • Salvo o TDF, todas as outras soluções relevantes para atender a localização já tem versão em cloud, incluindo NFe. Estamos muito perto de conseguir ter o ERP realmente separado da localização.

          Abs, FM